Adufe: cuidados a ter



Os adufes são instrumentos muito sensíveis.
A madeira e a pele continuam "vivas" e a reagir ao ambiente em que se encontram, nomeadamente às variações de temperatura e humidade.
É muito importante atenuar mudanças de ambiente extremas que podem causar danos irreversíveis como uma pele rasgada ou uma tábua partida.

Adufe no hotel

Os quartos de hotel são, muitas vezes, ambientes demasiado secos. As janelas não são abertas e o ar condicionado está quase sempre ligado. Não é saudável para os humanos. O ar fica extremamente seco. As peles secam demais e o risco de haver danos é grande.
Uma boa solução é mantê-los na casa de banho.

Adufe no avião

Nas cabines dos aviões o ar é seco. É recomendado que se verifique a tensão da pele durante a viagem, sobretudo em viagens superiores a 3 horas.
Para uma viagem tranquila, é aconselhável humedecer as peles antes da partida e transportar o adufe num saco.
Os meus adufes (até 40cm), protegidas pelas mochilas criadas por mim, viajam de forma segura e confortável na cabine de qualquer avião, seja nos compartimentos da bagagem por cima da cabeça ou debaixo do banco da frente.




Adufe nos festivais de Verão

O calor é o grande inimigo dos adufes. 
Durante as viagens de carro, no verão, é necessário ter um extremo cuidado com todos os instrumentos, sobretudo, os adufes. O risco da pele atingir níveis de tensão problemáticos e rasgar é muito alto. É aconselhável que se molhe bem os adufes e estes sejam transportados num saco impermeável. Ou embrulhados em toalhas húmidas.

Nunca deixar os adufes na tenda, ao sol.

Adufe em estúdio

Nos estúdios de gravação o ar condicionado está sempre ligado e os adufes ficam demasiado tensos. Usem, um vaporizador de água para conseguir a tensão ideal para tocar.

Adufe: como transportar?

É muito importante transportar o adufe num saco impermeável. 
Evitamos que a pele esteja sempre a reagir ao ambiente. Por exemplo, que esteja sempre a absorver humidade ou a secar demasiado. Em termos de segurança, para além de impermeável, o saco deve ser acolchoado para evitar que qualquer pancada danifique a pele.


Criei as mochilas iguais às da foto. Para comprar, basta enviar um email para: ruisilvaperc@gmail.com

Adufe em casa

Idealmente, um adufe, em casa, deve estar sempre à mão, para se poder tocar!

Nunca pendurado contra a parede, porque a pele absorve a humidade da parede.
Nunca num espaço com ar condicionado ou aquecimento central ligado constantemente,

A adufe tem alguma capacidade de adaptação ao espaço onde "vive", mas tem limitações.

Por exemplo, há uma sala de espectáculos que guarda os seus instrumentos numa sala climatizada, o que acontece é que as peles naturais estão em secagem constante e mais tarde ou mais cedo perdem flexibilidade e acabam por rasgar. Nestes casos é mesmo necessário humedecer as peles constantemente (todas as semanas).

Em sítios muito húmidos é bom trazer os adufes para o exterior, quando está sol.

A pele continua "viva" e precisa de respirar. Não se deve aplicar demasiados óleos e gorduras, que com o tempo tapam os poros e fazem a pele apodrecer.

Não há unânimidade em relação a que produtos aplicar. Há quem aconselhe glicerina em creme (pequenas quantidades; a glicerina dá à pele a capacidade de reter água, tornando-a também mais macia); há quem sugira óleo de amêndoas doces ou outro óleo vegetal. Devemos ter sempre em atenção de usar pequenas quantidades, até chegarmos ao toque e tensão pretendidos.

Uma pele tem de ser susbtituída com o tempo, uma vez que perde flexibilidade e qualidade sonora.

Por exemplo, reutilizei uma pele com 30 anos, que considero já estaria no limite da qualidade.
Já toquei em adufes com mais de 50 ou 60 anos, valem muito como testemunhos de história, mas e, termos de som não são óiptimos. Caso continuem a ser tocados correm o risco da pele se desintegrar.

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