Adufe: comprar um adufe?

Os meus adufes são instrumentos de percussão tradicional de qualidade profissional, resultado de 9 anos de investigação e desenvolvimento.

São feitos à mão com matérias-primas cuidadosamente seleccionadas, aliando inovação aos métodos artesanais, observados num extenso e intenso trabalho de campo junto de Artesãos e Adufeiras da região de Idanha-a-Nova.

O sistema de afinação da pele e as demais inovações introduzidas revolucionam a performance, proporcionando um instrumento versátil, sonoramente rico e fiável.

A influência de factores ambientais que perturbam a execução (como as variações de humidade e temperatura) é mínima, podendo o executante desfrutar de todo o prazer de tocar num instrumento de pele natural.

Para além de artesão, sou percussionista profissional, especializado em Percussão Histórica. Antes de vender um adufe sujeito-o a um período de testes em diversas condições e situações perfomativas, que me permitem garantir a qualidade de cada instrumento.




Inovações

Sistema de afinação da pele: todos os adufes que faço têm sistema de afinação da pele. Uma inovação introduzida no adufe pela primeira vez em 2013. Até aqui nenhum adufe tinha tido sistema de afinação.




Dois lados diferentes no mesmo instrumento: Lado Tradicional - a experiência ao tocar é igual a  um adufe tradicional, com bons graves e médios; Lado Moderno - como frame drum, é possível aplicar técnicas de dedos, com mais agudos e consequente clareza e articulação.




Espessura variável desde 2018 que a espessura dos meus adufes não é igual no mesmo instrumento. Isto é, as peles não estão paralelas. Um canto tem uma espessura de 5cm, outro, de 6cm e outros de 7cm! O mesmo instrumento pode ser tocado confortavelmente por todos os tamanhos de mãos, basta procurar o canto mais fácil de agarrar.



Conforto: os meus adufes são extremamente confortáveis. São leves, proporcionando à adufeira ou adufeiro longos períodos de execução sem dores de costas e braços. As arestas são arredondadas e suaves, protegendo a pele e tornando a pega cómoda e agradável.


Para comprar um adufe:

  1.  Enviar um email para ruisilvaperc@gmail.com com: nome, morada de entrega e uma breve descrição da vossa prática musical.
  2. Responderei com orçamento (adufe+portes de envio) e estimativa de prazo de entrega
  3. Pagamento: MBWay, transferência bancária ou Paypal
  4. Envio do adufe, via CTT (com tracking number para acompanhar no website dos Correios)

Formação: cursos de adufe e workshops

Para além do desenvolvimento do adufe enquanto instrumento, desenvolvi um método de ensino de adufe absolutamente único e inovador, onde os alunos podem aprender facilmente as técnicas de execução básicas, os ritmos e as cantigas de adufe.

Esta nova metodologia, que não requer experiência musical prévia, é inspirada nas metodologias de ensino de outros frame drums, nas sílabas do sistema rítmico indiano e em exercícios de coordenação psico-motora.

Nos últimos anos já orientei mais de 60 formações em Portugal e no estrangeiro, para mais de 650 participantes, que em poucas sessões conseguem, de facto, tocar adufe e cantar algumas cantigas do repertório tradicional.

Em 2018, estive presente no Tamburi Mundi - International Frame Drum Festival, em Freiburg na Alemanha sendo a minha 4ª participação como músico, formador e artesão. Em 2019, voltarei a estar presente.

 Saber mais

Em Novembro de 2018, co-organizei com "O Corvo e a Raposa" Associação Cultural, o primeiro curso de adufe em Monsanto, Idanha-a-Nova (Cidade da Música da Unesco). 

Este curso proporcionou aos participantes uma experiência única de aprendizagem: nas duas primeiras sessões, dadas por mim, todos os participantes puderam compreender a técnica básica e os ritmos tradicionais; nas sessões seguintes, onde tivemos como professoras convidadas as Adufeiras de Monsanto, puderam aplicar os conhecimentos adquiridos na execução de algumas das cantigas do cancioneiro de Monsanto.



O curso foi um sucesso, estiveram presentes cerca de 35 participantes de Portugal, Espanha, Alemanha, França (residente em Idanha), Holanda (residente em Idanha) e Japão (residente em Espanha).



Próximo workshop


PORTO, Casa da Guitarra - 24 de Janeiro de 2019. Inscrições em http://casadaguitarra.pt.




Clientes felizes em 21 países

Nos últimos anos vendi adufes para 21 países diferentes.
Um claro reconhecimento internacional da qualidade e excelência alcançadas.
É uma honra contribuir para que o adufe, instrumento de percussão tradicional português, seja tocado fora do nosso país por percussionistas e frame drummers que lhe reconhecem valor.

Adufe: cuidados a ter



Os adufes são instrumentos muito sensíveis.
A madeira e a pele continuam "vivas" e a reagir ao ambiente em que se encontram, nomeadamente às variações de temperatura e humidade.
É muito importante atenuar mudanças de ambiente extremas que podem causar danos irreversíveis como uma pele rasgada ou uma tábua partida.

Adufe no hotel

Os quartos de hotel são, muitas vezes, ambientes demasiado secos. As janelas não são abertas e o ar condicionado está quase sempre ligado. Não é saudável para os humanos. O ar fica extremamente seco. As peles secam demais e o risco de haver danos é grande.
Uma boa solução é mantê-los na casa de banho.

Adufe no avião

Nas cabines dos aviões o ar é seco. É recomendado que se verifique a tensão da pele durante a viagem, sobretudo em viagens superiores a 3 horas.
Para uma viagem tranquila, é aconselhável humedecer as peles antes da partida e transportar o adufe num saco.
Os meus adufes (até 40cm), protegidas pelas mochilas criadas por mim, viajam de forma segura e confortável na cabine de qualquer avião, seja nos compartimentos da bagagem por cima da cabeça ou debaixo do banco da frente.




Adufe nos festivais de Verão

O calor é o grande inimigo dos adufes. 
Durante as viagens de carro, no verão, é necessário ter um extremo cuidado com todos os instrumentos, sobretudo, os adufes. O risco da pele atingir níveis de tensão problemáticos e rasgar é muito alto. É aconselhável que se molhe bem os adufes e estes sejam transportados num saco impermeável. Ou embrulhados em toalhas húmidas.

Nunca deixar os adufes na tenda, ao sol.

Adufe em estúdio

Nos estúdios de gravação o ar condicionado está sempre ligado e os adufes ficam demasiado tensos. Usem, um vaporizador de água para conseguir a tensão ideal para tocar.

Adufe: como transportar?

É muito importante transportar o adufe num saco impermeável. 
Evitamos que a pele esteja sempre a reagir ao ambiente. Por exemplo, que esteja sempre a absorver humidade ou a secar demasiado. Em termos de segurança, para além de impermeável, o saco deve ser acolchoado para evitar que qualquer pancada danifique a pele.


Criei as mochilas iguais às da foto. Para comprar, basta enviar um email para: ruisilvaperc@gmail.com

Adufe em casa

Idealmente, um adufe, em casa, deve estar sempre à mão, para se poder tocar!

Nunca pendurado contra a parede, porque a pele absorve a humidade da parede.
Nunca num espaço com ar condicionado ou aquecimento central ligado constantemente,

A adufe tem alguma capacidade de adaptação ao espaço onde "vive", mas tem limitações.

Por exemplo, há uma sala de espectáculos que guarda os seus instrumentos numa sala climatizada, o que acontece é que as peles naturais estão em secagem constante e mais tarde ou mais cedo perdem flexibilidade e acabam por rasgar. Nestes casos é mesmo necessário humedecer as peles constantemente (todas as semanas).

Em sítios muito húmidos é bom trazer os adufes para o exterior, quando está sol.

A pele continua "viva" e precisa de respirar. Não se deve aplicar demasiados óleos e gorduras, que com o tempo tapam os poros e fazem a pele apodrecer.

Não há unânimidade em relação a que produtos aplicar. Há quem aconselhe glicerina em creme (pequenas quantidades; a glicerina dá à pele a capacidade de reter água, tornando-a também mais macia); há quem sugira óleo de amêndoas doces ou outro óleo vegetal. Devemos ter sempre em atenção de usar pequenas quantidades, até chegarmos ao toque e tensão pretendidos.

Uma pele tem de ser susbtituída com o tempo, uma vez que perde flexibilidade e qualidade sonora.

Por exemplo, reutilizei uma pele com 30 anos, que considero já estaria no limite da qualidade.
Já toquei em adufes com mais de 50 ou 60 anos, valem muito como testemunhos de história, mas e, termos de som não são óiptimos. Caso continuem a ser tocados correm o risco da pele se desintegrar.

Adufe & Electrónica: novo projecto para 2019

Adufe & Electrónica: exploração contextual e performativa

Rui Silva, Bruno Gabirro



Este é um primeiro projecto que procura trazer o adufe para uma tradição musical, a da música erudita, da qual tem estado apartado. Apesar de fazer parte do nosso imaginário colectivo como povo, mesmo fora das regiões de onde é autóctone, ficou sempre circunscrito, salvo uma ou outra situação exceptional, à musica de tradição popular de onde é originário. Se essa condição acabou por lhe conferir uma aura mítica, tem-lhe retirado também verdadeiras possibilidades de desenvolvimento e expansão enquanto instrumento em si, ou seja, tanto na técnica instrumental como na construção.



A inclusão de electrónica, em particular de electrónica-em-tempo-real, surge de forma natural na exploração e descoberta das possibilidades do adufe e no seu tratamento, dentro de uma tradição musical onde a electrónica se foi desenvolvendo desde há já um século, tendo tido grande expansão nos últimos 50 anos e sendo hoje parte activa e integrante da prática e pensamento musical erudito. Permite também criar uma ligação com a história e tradição existente do adufe, através de registos fonográficos existentes e como ligação entre dois mundos musicais, que sendo ambos música, são díspares em muitos aspectos.



Propomos assim um projecto que tendo como objectivo final a apresentação em concerto de novas peças para adufe e electrónica, engloba não só a escrita e execução pública dessas mesmas peças, mas também todo um trabalho de experimentação e pesquisa, seja em estúdio, na relação entre compositor e instrumentista, seja no contacto directo com as adufeiras e grupos de adufeiras que têm mantido vivo o adufe e a sua tradição.

Dado o carácter inédito, investigativo e de work-in-progress do projecto, o trabalho será desenvolvido durante 2019/2020, em várias residências artísticas e momentos de estúdio.



Residência 1# - Lajes do Pico, Açores

De 21 a 24 de Fevereiro de 2019, no Auditório do Museu dos Baleeiros, nas Lajes do Pico, Açores.



De 21 a 24 de Fevereiro, Rui Silva (percussionista) e Bruno Gabirro (compositor) estarão em residência/laboratório no Auditório do Museu dos Baleeiros, marcando o início deste  projecto inédito, que incidirá sobre a exploração contextual e performativa do adufe, instrumento de percussão tradicional portuguesa, e da electrónica. 

No dia 24, haverá um concerto de encerramento da residência, precedido de uma breve conversa sobre o trabalho desenvolvido, as ferramentas utilizadas e processos criativo/performativo.
A performance em si assentará sobretudo na improvisação e no diálogo entre o adufe, explorado tímbrica e sonoramente de forma tradicional e não-tradicional, e a electrónica-em-tempo-real.  



O adufe moderno

“Adufe moderno” é uma expressão criado por Rui Silva (músico e artesão de adufes), para definir o seu trabalho de investigação performativa do adufe, onde procura compreender e expandir o instrumento tradicional enquanto objecto percussivo, tendo como ponto de partida técnicas, linguagens, contextos e tradições de outros frame drums.

Desde 2010 que se tem dedicado, igualmente, a estudar a Tradição do toque e das cantigas de adufe, a sua linguagem rítmica, práticas performativas, processo construtivo e contexto social actual, baseado na investigação musicológica, etnomusicológica, organológica existente e num intenso trabalho de campo nas regiões onde actualmente se podem observar as práticas acima enunciadas, sobretudo Idanha-a-Nova.

O desenvolvimento do instrumento tem sido alicerçado na investigação e experimentação de novos protótipos e na introdução de novas características, de entre as quais o sistema de afinação, que permite regular a tensão das peles do instrumento, a espessura variável e dois lados sonoros distintos no mesmo instrumento.

Os resultados deste trabalho têm sido acolhidos de forma muito positiva nacional e internacionalmente, nomeadamente no Festival Tamburi Mundi (Alemanha).



Objectivos

Este projecto tem como principal objectivo a divulgação do Adufe como instrumento completo e pleno. Para tal, pensamos que trazer o adufe para a tradição da música erudita, em diálogo com o mundo musical do qual já faz parte, é uma contribuição fundamental. Contribuiremos desta forma para um novo e mais alargado olhar sobre o adufe, promovendo assim a discussão sobre o mesmo, que sem perder de vista as suas origens e tradições, lhe dará novos mundos e novas possibilidades.

Não se trata por isso de uma metamorfose, mas de continuar a caminhar.


Temos também como objectivo que este seja um primeiro projecto de outros que se lhe seguirão. Um primeiro projecto fundamental pois permitirá uma escuta renovada do adufe e das suas possibilidades, promovendo e suscitando assim um novo interesse em que o mundo mitológico sonhado se materializa na realidade dos nossos dias.

Pretendemos abrir o campo da performance erudita e do estudo académico de obras contemporâneas para adufe aos alunos do ensino superior de percussão de Portugal e estrangeiro, contribuindo para o aparecimento de um reportório inédito do instrumento.


Notas biográficas


Bruno Gabirro (compositor)


Estudou na Academia de Amadores de Música de Lisboa, onde terminou o curso de violino com Gareguine Aroutiounian. Na mesma escola estudou viola com Barbara Friedhoff e análise e técnicas de composição com Eurico Carrapatoso. 

Estudou engenharia informática e de computadores no Instituto Superior Técnico de Lisboa. 

Em 2006 concluiu a licenciatura em composição na Escola Superior de Música de Lisboa e em 2008 o mestrado em composição na Royal Academy of Music em Londres. Em Londres trabalhou com Peter Maxwell Davies. 

De 2003 a 2010 trabalhou regularmente com Emmanuel Nunes no âmbito dos ʻSeminários de Composição Gulbenkianʼ. 

O seu trabalho tem sido regularmente apresentado em diversos países e festivais da Europa, América e Ásia, por grupos e orquestras como a Orquestra Gulbenkian, City of Birmingham Symphony Orchestra (CBSO), OrquestrUtópica, SondʼAr-te Electric Ensemble, Royal Academy Soloists e Musica Vitae Kammarorkestern. 

Foi distinguido com diversos prémios e bolsas de estudo por parte da Casa da Música do Porto, Royal Television Society e Royal Academy of Music. Foi em várias ocasiões residente artístico na Miso Music Portugal. Em 2014 foi-lhe atribuída uma residência artística em Madrid pela Casa de Velázquez, Académie de France à Madrid, e Secretaria Geral Ibero-americana. 

Foi aluno bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, onde prepara o doutoramento sobre os quartetos de corda de Luigi Nono e Emmanuel Nunes, sob orientação de Paulo de Assis. 

Estuda Adufe com Rui Silva.



Rui Silva (adufe)

1984, Coimbra. 
Artesão de adufes, músico e professor de percussão.

Especializou-se em Percussão Histórica, com  Pedro Estevan, no Master en Interpretación de Música Antigua – Percusion Histórica na ESMUC/UAB (Barcelona, 2012). 

Toca com as Sete Lágrimas Consort de Música Antiga e Contemporânea (2009-), com a Capella Sanctae Crucis (2013-), e com o Ensemble Med (2012-). Colabora regularmente com o Ludovice Ensemble, Orquestra Barroca da Casa da Música e L´Effetto Ensemble. 

A sua prática performativa é profundamente marcada pela Tradição Oral do adufe, frame drum tradicional português de formato quadrangular. Nos últimos 9 anos, tem desenvolvido uma intensa investigação junto de adufeiras e artesãos da região da Idanha-a-Nova (e Paúl), aprendendendo, registando, transcrevendo e analisando o processo construtivo, as práticas performativas, a técnica, linguagem e contexto tradicional actual. 

Criou o conceito “Adufe Moderno”, que define a exploração de novas técnicas performativas e de expansão da linguagem do adufe a partir de outros frame drums tradicionais. Abrange ainda a sistematização de um método de ensino de adufe e das cantigas de adufe absolutamente inovador,  partindo da adaptação do sistema rítmico silábico indiano, da desconstrução e compreensão das técnicas e ritmos tradicionais e de exercícios de coordenação psico-motora. Desde 2012, através do seu projecto AL-DUFF (2012-2015) e não só, orientou mais de 60 workshops sobre o toque tradicional para mais de 600 participantes. 

Em 2013 lançou a sua marca de artesão de adufes, que aliam os processos construtivos artesanais à inovação, revolucionando a performance deste peculiar frame drum português, séc. XXI adentro. Participa regularmente no Tamburi Mundi – Festival Internacional de Frame Drums como músico, formador e artesão (2013, 2014, 2015, 2018 e 2019).

Estudou percussão erudita na Escola Profissional de Música de Espinho (2002-2005) e na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo no Porto (2005-2009). É professor de Percussão na Escola Municipal de Música das Lajes do Pico, nos Açores.


Work-in-progress, apoios e contactos

Estamos neste momento na fase de angariação de apoios institucionais e materiais para o projecto. Se pretender apoiar, colaborar, ter mais informações, acolher uma residência artística, pode entrar em contacto através dos emails abaixo.

Bruno Gabirro - brunogabirro@gmail.com 
Rui Silva - ruisilvaperc@gmail.com 

Rui Silva: notas biográficas, agenda e concertos


Rui Silva 

1984, Coimbra. 
Artesão de adufes, músico e professor de percussão.

Especializou-se em Percussão Histórica, tendo sido aluno do lendário percussionista espanhol Pedro Estevan, no Master en Interpretación de Música Antigua – Percusion Histórica na ESMUC/UAB (Barcelona, Espanha, 2012). 

Toca com as Sete Lágrimas Consort de Música Antiga e Contemporânea (2009-), com quem gravou vários CDs e tem tocado nos mais importantes palcos e festivais de música antiga da Europa e Macau.

É músico da Capella Sanctae Crucis, Nouvelles Musiques Anciennes du Portugal (2013-), dirigido por Tiago Simas Freire, que em 2017, lançou "Zuguambé" (Harmonia Mundi), CD de estreia  inteiramente composto por obras do extraordinário e inédito acervo da escola de Santa Cruz de Coimbra.

Em 2018, como percussionista do Ensemble Med, dirigido por Daniela Tomaz, realizou vários concertos e cursos/formações de adufe no âmbito do projecto "Diálogo Intercultural no Mediterrâneo Medieval", apoiado pela DGARTES.

Colabora regularmente com o Ludovice Ensemble (dirigido por F. Miguel Jalôto), Orquestra Barroca da Casa da Música e L´Effetto Ensemble (com a soprano Dora Rodrigues e o guitarrista Rui Gama). 

A sua prática performativa é profundamente marcada pela Tradição Oral do adufe, frame drum tradicional português de formato quadrangular. Nos últimos 9 anos, tem desenvolvido uma intensa investigação junto de adufeiras e artesãos da região da Idanha-a-Nova (e Paúl), aprendendendo, registando, transcrevendo e analisando o processo construtivo, as práticas performativas, a técnica, linguagem e contexto tradicional actual. 

Criou o conceito “Adufe Moderno”, que define a exploração de novas técnicas performativas e de expansão da linguagem do adufe a partir de outros frame drums tradicionais. Abrange ainda a sistematização de um método de ensino de adufe e das cantigas de adufe absolutamente inovador,  partindo da adaptação do sistema rítmico silábico indiano, da desconstrução e compreensão das técnicas e ritmos tradicionais e de exercícios de coordenação psico-motora.

Desde 2012, através do seu projecto AL-DUFF (2012-2015) e não só, orientou mais de 60 workshops sobre o toque tradicional para mais de 600 participantes. Transcreveu e publicou ritmos tradicionais e canções de adufe, fez comunicações em congressos e publicou artigos, participou em programas de rádio e televisão, exposições, etc.

Em 2013 lançou a sua marca de artesão. Os seus adufes aliam os processos construtivos artesanais à inovação projectam o adufe para o séc. XXI, como um instrumento versátil, rico e fiável. Das inovações introduzidas destacam-se: o sistema de afinação, a estrutura variável e os dois lados sonoros distintos.  

Participa regularmente no Tamburi Mundi – Festival Internacional de Frame Drums como músico, formador e artesão (2013, 2014, 2015, 2018 e 2019).

Estudou percussão erudita na Escola Profissional de Música de Espinho (2002-2005) e na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo no Porto (2005-2009).

É professor de Percussão na Escola Municipal de Música das Lajes do Pico, nos Açores.

Concertos 2019

Janeiro
26 - Manuel Costa Júnior. Teatro Micaelense, Ponta Delgada.
27 - Orquestra Barroca da Casa da Música, Casa da Música, Porto.

Registos audio:

2018 - "Tocar o Chão" - Carlos Peninha (Percussão)
2017 - "Zuguambé" - Capella Sanctæ Crucis (percussão histórica).
2016 - "Vai-te Cuca" - Cardo-Roxo (percussão)
2015 - "Alvorada" - Cardo-Roxo (percussão)
2015 - "Dia Normal" - ilustração Filipe Faria, música Sete Lágrimas, (percussão histórica).
2014 - "Cantiga" - Sete Lágrimas, percussão histórica.
2013 - "Contracorrente" - Contracorrente/D ́Orfeu, (percussão).2013 - Cantiga - Sete Lágrimas (percussão histórica).
2012 - "Península" - Sete Lágrimas (percussão histórica).
2011 - "Terra" - Sete Lágrimas (percussão histórica).
2008 - "Gent ́ilesa" de Teresa Gentil, (percussão)

Colaborações artísticas

Música Antiga e de Câmara: Sete Lágrimas, Capella Sanctae Crucis, Ludovice Ensemble, Divino Sospiro, Orquestra Barroca da Casa da Música, Concerto Ibérico Orquestra Barroca, Touli Ensemble, Ensemble Med, Le Gout Théatral, Orquestra de Música Antiga da ESMAE, Officina da Música, Folia Antiqua, Miar dos Galos, Capella Duriensis, Ensemble Phoenix (Israel), L´Effetto Ensemble

Orquestras: Orquestra Sinfónica da Casa da Música, Orquestra da Fundação Calouste Gulbenkian, Orquestra da ESMAE, Orquestra ARTAVE, Orquestra Clássica de Espinho, Orquestra Sinfónica da, Póvoa de Varzim, ESART Ensemble, Banda Sinfónica Portuguesa, Orquestra de Câmara do Conservatório de Música de Coimbra, Orquestra Clássica do Centro.

Folk, World Music e música de intervenção: Manuel Costa Júnior, Cardo Roxo, Hadji Silva Murittu Boyd, Contracorrente, Toques do Caramulo e Galandum Galundaina, Quarteto Mossanova, Viramundo, Teresa Gentil, Soltar a Língua, Vozes ao alto, Ela Uma Vez, Carlos Peninha/Tocar o chão

Teatro e música para crianças: "Almada nada" (R. Pais a partir de "Saltimbancos" de A. Negreiros), "Maria de Buenos Aires" (A. Piazzolla) – Teatro Nacional São João, "Caixa da Música" (música Arrigo Barnabé; direcção cénica R. Pais) - TNSJ, "Elias, o sonhador" (Teresa Gentil), "Dó ré mi perlimpimpim" (produção Palco Paralelo, música Mário Franco)

Música contemporânea: Drumming - Grupo de Percussão, Equilater Ensemble, Grupo de Percussão da ESMAE, Oficina de Música Contemporânea da ESMAE

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